Sobre a Camila Quintana - Assessoria de Eventos

A Cerimonialista Camila Quintana é graduada em Comunicação Social - Bacharelado em Relações Públicas pela Unisinos. Concluiu o curso com Distinção com a abordagem do tema "Crise de Imagem de Pessoa Pública" baseado no case de Ibsen Pinheiro, buscando a problemática de soluções de crises e restabelecimento de imagem no mercado. Entre 2008 e 2010 trabalhou na área de Atendimento ao Cliente na empresa Claro assessorando em casos críticos para reversão de imagem da empresa. Posteriormente atuou na Central de Eventos na tradicional Associação Leopoldina Juvenil de Porto Alegre e no Clube do Comércio,junto à Barcelos Gastronomia, tendo ainda passagem como Coordenadora de Eventos no SESC Campestre. Após adquirir amplo conhecimento no âmbito de eventos e atendimento, sentiu necessidade de atender seu cliente de forma personalizada e da forma que acredita ser um evento: "Fazer evento é aproximar pessoas, compartilhar momentos... é encantá-las e fazê-las felizes!" Sejam Bem-Vindos a este mundo de sonhos!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Casamento Religioso fora da Igreja


A maioria dos casais que procuram um serviço de Cerimonial para Casamento nos dias de hoje tem, em sua maioria, o desejo de realizar a cerimônia religiosa (baseada na Igreja Católica Apostólica Romana) ao ar livre. Em conjunto com a recepção, num belo cenário montado em um campo ou algum outro lugar simbólico.
O que acontece é que desde 2011 após o Casamento Temático baseado no desenho do ogro Shrek e sua princesa Fiona, que escandalizou muitos padres da Igreja Católica e seus seguidores, a Igreja tornou-se mais radical referente à flexibilidade do casamento fora de seu templo.
De acordo com o código canônico da Igreja Católica: "A celebração, ordinariamente, (no caso, do casamento religioso) deve ser na paróquia de um dos noivos. se por circunstâncias particulares, se realiza em outra igreja (paróquia e não apenas igreja), dever-se-á providenciar a necessária transferência, de acordo com as normas canônicas”.
E ainda:
No item 7.2 – “o casamento religioso só se realizará em igrejas, capelas ou locais habituais de culto da comunidade. não é permitida a celebração do casamento religioso em residências, sítios, fazendas, clubes e outros lugares habitualmente não destinados ao culto”. E eu ainda acrescentaria: em locais ou mesmo capelas particulares ou oratórios, contíguos a salão de festas, “buffet”, onde não há ambiente religioso adequado.

Realmente, em contatos recentes com paróquias, a norma vem sendo seguida à risca, afinal, a Igreja também se trata de uma grande organização com hierarquias a serem respeitadas.
Porém, eu sigo acreditando no diálogo, considerando que no momento atual nenhuma religião pode ser tão radical em um mundo que permite tantas flexibilidades.
Neste sentido, diz o vigário-geral que atualmente atende à Diocese de Santa Cruz, padre Pergentino Pivatto, a orientação não é regra. “Se houver uma justificativa bem fundada, o bispo conversa com o pároco e juntos tomam a decisão mais conveniente. Quando os locais não são apropriados, aí a Igreja intervém.” Ele lembra que a decisão deve ser informada com antecedência. “Quando há tempo, tudo é dialogado. Na tradição da Igreja, o tempo para encaminhamento seria seis meses, mas pode-se encontrar um caminho digno e respeitoso para todos”, acrescenta.
O vigário salienta ainda que a Igreja enfrenta muitas dificuldades no mundo moderno e, assim como todos, precisa aprender a lidar com as situações. “Hoje a fé cristã já não faz mais parte da cultura de muitas pessoas. A cultura contemporânea é muito mais de fatos sociais e de acontecimentos”, lembra. “Não há remédios. O remédio é conversar. Não basta colocar normas, tem que compreender, participar. Tudo sempre passa pelo diálogo.”

Mas se ainda assim, mesmo através do diálogo não possamos  solucionar o impasse, outra alternativa é recorrer a outras igrejas, como a anglicana, ortodoxa, um pastor luterano, metodista, presbiteriano, etc. Estas igrejas tem um pensamento diferente da igreja Católica Apostólica Romana.
O importante é que o casal esteja de acordo e que desde este momento seja realizada uma das práticas mais frequentes em um casamento - cada lado ceder um pouco.