Sobre a Camila Quintana - Assessoria de Eventos

A Cerimonialista Camila Quintana é graduada em Comunicação Social - Bacharelado em Relações Públicas pela Unisinos. Concluiu o curso com Distinção com a abordagem do tema "Crise de Imagem de Pessoa Pública" baseado no case de Ibsen Pinheiro. Entre 2008 e 2010 trabalhou na área de Atendimento ao Cliente na empresa Claro. Posteriormente atuou na Central de Eventos na tradicional Associação Leopoldina Juvenil de Porto Alegre e no Clube do Comércio,junto à Barcelos Gastronomia, tendo ainda passagem como Coordenadora de Eventos no SESC Campestre. Após adquirir amplo conhecimento no âmbito de eventos, sentiu necessidade de atender seu cliente de forma personalizada e da forma que acredita ser um evento: "Fazer evento é aproximar pessoas, compartilhar momentos... é encantá-las e fazê-las felizes!" Desta forma, nasceu a Camila Quintana - Assessoria de Eventos que hoje conta com uma equipe permanente de 9 profissionais capacitados em eventos o que nos permite manter sempre o mesmo padrão de qualidade e exigência. Sejam Bem-Vindos a este mundo de sonhos!

terça-feira, 27 de março de 2012

Organizar um evento


Caros amigos, hoje meu post sai em defesa dos profissionais de Assessoria de Eventos, Cerimonialistas e Relações Públicas (PRINCIPALMENTE).
Organizar evento não é para qualquer um!
Não é para "mães entendidas", "madrinhas decoradoras", "vós com experiências", "amigas conhecedoras do assunto", "vizinhas que já fizeram inúmeras festinhas".
Organizar evento é coisa de profissional! Sim, podem brigar, me xingar, mas evento realizado com planejamento e técnica, somente profissionais especializados sabem fazer. O resto, bom, é o resto.

Para quem não sabe, planejamento e organização de eventos é disciplina estudada em curso. Curso que tem ainda como disciplinas: negociação, história da arte, cerimonial e protocolo, estatística, pesquisa, fotografia, metodologia, princípios de administração, logística... ufa! E muito mais. Afinal, para se tornar um Bacharel em Relações Públicas, "RRPP" ou os famosos "RP" é necessário (SIMMM) 4 anos de dedicação em um curso de graduação.
Me desculpem as fórmulas caseiras, mas  para mim, conhecimento técnico, prático e experiência são fundamentais. Profissionais de Eventos SABEM, não acham. Tem a diplomacia necessária para tratar os diversos públicos e ajustar-se a eles, mesmo em momentos de crises. Trabalham com imprevistos como se tudo estivesse no planejamento (óbvio, imprevistos acontecem, mas ninguém deve saber...).

Infelizmente, vivemos em um país que a profissão não é reconhecida como deveria... pois para trabalhar nesta área - Eventos - há necessidade de formação. Há um Conselho Regional que regula isso e que multa os "profissionais" sem o registro legal, ou seja, que trabalham indevidamente.
É mais ou menos como você contratar um advogado sem esse ter passado na OAB.
Disso tudo, ficam sempre duas observações: se alguém que não é do ramo se oferecer para fazer seu evento, muito provavelmente, em algum momento vai haver um "furo". Anfitriões não devem se envolver na organização da festa, devem divertir-se, somente.
E quando for escolhido um "profissional" dito de eventos, averiguar sua formação. Não desmereço os colegas sem diploma, não é essa a questão, só que... "ado, ado... cada um no seu quadrado".

segunda-feira, 19 de março de 2012

Baile de Debutantes - História



O Baile de debutantes através dos anos não mudou seu propósito: apresentar a menina que está aniversariando seus 15 anos à sociedade.
É bem verdade que a sociedade mudou, mas a tradição se mantem, principalmente nas famílias de classe média e alta.
O Baile de debutantes surgiu na Antiga Europa, em países como França, Inglaterra, Alemanha e Áustria.
A palavra debutante vem da França débutante que signfica iniciante ou estreante, justamente o objetivo da festa - iniciar sua participação na sociedade, ser conhecida pelas demais famílias e até mesmo buscar um pretendente, dentro das mesmas famílias abastadas que frequentavam o evento.
A partir do seu debut, a menina/moça estaria apta a frequentar reuniões socias que antes não lhe eram permitidas. A tradição da troca do vestido também descende desta época, quando as meninas se vestiam em modelos mais delicados e suaves até à meia noite e após, simbolizando um rito de passagem para a fase "mulher" se apresentava novamente aos seus convidados com um vestido de gala, agora para oficialmente dançar a valsa com seu pai... e posteriormente, demais convidados (possivelmente, os tais pretendentes).
Mesmo após a Revolução Francesa, as famílias burguesas mantiveram a tradição e pela fama de sofisticação e status da ocasião se disseminou para demais países, inclusive Estados Unidos.
Não podemos esquecer que nosso país foi mais tardiamente "colonizado" e "invadido" pela classe burguesa portuguesa, por isso não se tem muitos relatos sobre baile de debutantes nesta época. Mas não deveria ser muito diferente, pois bem se sabe que os casamentos eram realizados desde cedo, sempre por volta dos 15 anos, o que nos indica que algo semelhante ao que ocorria nos países europeus, também ocorria por aqui.
O que temos de sólido é que no Brasil, o baile de debutantes adquiriu real glamour na década de 50, no século XX, quando se passou a contar com a divulgação em colunas socias e coisas do gênero, como os mais variados concursos. Foi nesta época que iniciou-se a realização do baile de debutantes em grupos, realizados em clubes e sociedades de alto status na comunidade.
Nos últimos anos, a festa ou o baile um poco esquecidos por viagens, tomou força novamente na sociedade. A troca dos vestidos, a valsa, a troca do sapato e o anel voltaram a ser vistos com olhos de requinte e glamour pelas meninas seus familiares.
Hoje, a sociedade modificou-se. Não há mais a intenção de achar pretendentes para a aniversariante, mas a apresentação aos demais segue sendo uma oficialização do rito de passagem da menina.

terça-feira, 13 de março de 2012

O que é fundamental no casamento

Hoje o post poderia falar de muitas coisas. Cada casal poderia incluir algo de fundamental em seu relacionamento... respeito, amor, amizade, carinho, lealdade, fidelidade, bom humor, empatia.. enfim, inúmeras possibilidades...

Mas escolhi não publicar nada tão sério hoje e cultivar a criatividade de Fabrício Carpinejar, em sua coluna no jornal Zero Hora de hoje. Então, quem não teve a oportunidade de ler, pode se deliciar por aqui...
Todos sabem que ele sempre tem uma opinião original das coisas, então, vamos lá!

"O que redime um casamento não é massagem tântrica, a abertura dos chacras, a dança do ventre, a ioga, aprender passos de salão, curso de sensualidade. Louvo todas as iniciativas de compreensão mútua e desenvolvimento emocional. Mas o que é fundamental num relacionamento é saber coçar as costas do outro.
Casal do mal espreme as espinhas de sua companhia. Casal do bem coça as costas.
É uma arte milenar egípcia. Dizem que é invenção do conselheiro do faraó Tutancâmon, Adel Emam Alef, o mesmo criador da pizza. Ao sovar a massa, encontrou a punção ideal.
Coçar as costas depende da exatidão do movimento. Muitos maridos, muitas esposas, desistem de pedir após a terceira tentativa e se recolhem à frustração sexual.
A inabilidade em esfregar o parceiro representa hoje a maior causa do divórcio no país. Superou os tradicionais motivos de desquite como palitar os dentes e ausência de cerveja na geladeira. Devia constar como item indispensável no curso de noivos.
O carinho primitivo libera serotonina e os peptídeos opioides beta-endorfina, meta-encefalina e dinorfina, combatendo depressão e estados de ansiedade.
As unhas não podem estar muito compridas, muito menos sujas. Não vale arranhar, sangrar ou esfoliar a pele. A compressão dos dedos terá o peso de uma esponja, e dura até quatro minutos (acima disso, entra no terreno da bolinação).
Cuidado com a vontade. Já vi gente coçar, não conter o entusiamo e ser presa por agressão. Porque coçar é delicioso e insaciável, o coçador tem um prazer semelhante ao do coçado. Facilmente a coçadinha inocente desemboca em chagas de São Francisco de Assis.
O ato se caracteriza pela fricção sensual, de baixo para cima. É descobrir a zona de irritação e não mais levantar a mão. Como um desenho sem largar o lápis. A cura do desconforto virá com a constância, com a dedicação exclusiva do gesto. Não é permitido coçar e assistir televisão, coçar e ler um livro, coçar e olhar para o lado. Duas ações ao mesmo tempo quebram o ritmo e diminuem a qualidade do serviço.
Coceira em grego significa "cuide de seu amor". Não vale se distrair. Mergulha-se numa meditação dos dedos, na contemplação messiânica das unhas.
A invasão será superficial, indolor, intermediária entre a picada de mosquito e pontada de acupuntura. Mas o alívio equivale a um início de orgasmo.
Coçar as costas é um socorro amoroso de grande utilidade. Importante estar perto sempre.
Tragédia é quando sua mulher sente a tremedeira nas vértebras e não dispõe de sua companhia".

domingo, 4 de março de 2012

A velha e boa educação...a etiqueta do dia a dia

Este post que faço hoje, já foi uma nota em meu facebook. Mas hoje relendo, me deu vontade de publicá-la aqui também, para quem não tem acesso pelo face. Porque afinal, a velha e boa educação, nunca saem de moda e nem fica desatualizada...

"Na linguagem de Relações Públicas para a execução de um evento temos o que chamamos de protocolo, que para simplificar, explico como um conjunto de normas a serem seguidas.
Estas normas podem variar de acordo com o evento, por exemplo: em solenidades governamentais há todo um “ritual” a ser seguido – quem senta aonde, quem fala primeiro, ordem de bandeiras, etc.
Estou esmiuçando isso em uma linguagem simples, obviamente que teria uma linguagem técnica para abordar aqui, pois ao contrário do que muitos pensam, fazer evento exige técnica e conhecimento sim!
Num mundo mais acessível a nós surge o que chamamos de etiqueta que nada mais é que uma série de convenções (de boa educação) a serem seguidas, para se viver melhor, evitar conflitos e muitas gafes no convívio social.
A velha e boa educação ou etiqueta dever ser seguida em todos os “hemisférios” que freqüentarmos.
O básico – obrigada, por favor, com licença, desculpa – todos conhecem. Mas não usam e gostaria de entender o motivo. Não vivemos mais nas cavernas, vivemos numa sociedade civilizada ou ao menos deveríamos.
É verdade que gentileza gera gentileza. E não deve ser verdade que a minha educação depende da sua. A minha educação é a minha educação e não deve ser alterada pela educação alheia ou falta dela.
Nada como em uma discussão dizermos “infelizmente, não concordo com você, temos pontos de vistas diferentes.”
À mesa é de bom tom esperarmos que o anfitrião nos mostre onde devemos sentar, digo de bom tom porque estou sendo sutil.
Não gostou de algum prato servido, simplesmente agradeça. Sem comentários de mau gosto como “não como isso, está muito apimentado, como foi feito?” “Blects e que nojinho” então, nem pensar. No máximo para crianças de até 07 anos.
Bom dia, boa tarde ou boa noite são cumprimentos que podem ser dados a todos, não somente ao seu chefe.
Tratar de senhor ou senhora é respeitoso, mas não o suficiente. Respeito é bem mais que isso. É respeitar a opinião alheia, é saber escutar até o final sem interrupções, é segurar a porta para quem está com as mãos cheias. Tudo isso faz parte da boa educação que pode vir de berço ou se você for esperto, aprenderá bastante com a vida também.
Festas de empresas são festas de empresas. Não confunda. Capriche no visual, mas não necessita ser lembrado por sua imagem após um ano. Beber demais não combina com boa educação, ainda mais em festas empresariais. Não é o momento para contar suas melhores piadinhas, nem pequenos segredos dos colegas. Seu chefe, não se tornou seu melhor amigo. Amanhã, você ainda deverá explicações para ele, então não se queime.
Tente não colocar toda a comida da festa no seu prato. Se for buffet, cuidado com as misturas e lembre-se: você ainda precisa enxergar quem está na sua frente ou seja, sem “montanhas” de comida.
Antes de repetir, observe se os demais também estão fazendo. Não é de bom tom, mas se você for muito íntimo, ok. Mas sem alardes. E três vezes, nem pensar! Coma antes de sair de casa!
Espirrou, fique quieto. Não peça desculpas, espirro é algo natural do seu corpo, todos um dia já espirraram. Tão pouco, precisa gritar saúde. Espirraram do seu lado, seja discreto, afinal, todos espirram.
Arrotar na mesa só se você não pertencer à nossa cultura.
O peixe tem espinha, não está comendo um filé e tem um nervo, caroço de azeitona... não cuspa, por favor não cuspa! Retire discretamente da sua boca e coloque em um canto do seu prato. Sem alardes. Você não precisa se engasgar, mas os componentes da mesa não precisam saber o que está comendo ou não.
Cometeu uma observação que se tornou uma gafe: não tente consertar que só piora, diga “desculpa, não sabia” e fique quieto.
Ser irônico pode não ser a atitude mais educada e ao contrário do que muitos pensam, nem tão inteligente assim. Se a outra pessoa for educada, provavelmente lhe dará um “sorriso amarelo” e após as costas. Caso não seja tão educada assim você poderá ser surpreendido por respostas mais inteligentes e fortes que sua ironia. Seja educado, não tem o que falar, fique quieto. Silêncio é ouro.
Visitas inesperadas. Nem pensar. As pessoas tem mais o que fazer do que de repente uma parente aparecer de surpresa na sua casa. Aliás, poucas pessoas gostam de surpresas. Quer visitar, ligue antes, combine alguma coisa. Leve algo para o anfitrião, nem que seja flores.
Donos de cães e gatos que falam com seus animais, entendo perfeitamente, falo com os meus, mas quando você receber visitas, converse com as visitas. Não as interrompa para falar com o “docinho, o huguinho ou a fofinha”. Seja educado, eduque seu pet também, afinal não é engraçado ele confundir a perna alheia com uma fêmea de sua espécie.
Quer brigar com seu namorado... out! Fora das vistas alheias. Se quiser mais intimidade, idem. Deixar as pessoas constrangidas é de péssima educação.

Claro que existem regras de etiquetas ortodoxas, mais adiante irei aborda-las. Etiqueta à mesa, etiqueta social, etiqueta no ambiente de trabalho e até em academias.
Mas a intenção aqui é brincar um pouco com o que já vimos alguém fazendo e tentar não copiar.

Etiqueta é bom senso. É ser consciente que a nossa liberdade termina quando começa a do próximo. É termos um filtro na fala e não expormos tudo o que pensamos. É ser cordial e empático. Aliás, colocar-se no lugar dos outros é sempre uma medida de sabermos se estamos sendo educados."