Sobre a Camila Quintana - Assessoria de Eventos

A Cerimonialista Camila Quintana é graduada em Comunicação Social - Bacharelado em Relações Públicas pela Unisinos. Concluiu o curso com Distinção com a abordagem do tema "Crise de Imagem de Pessoa Pública" baseado no case de Ibsen Pinheiro, buscando a problemática de soluções de crises e restabelecimento de imagem no mercado. Entre 2008 e 2010 trabalhou na área de Atendimento ao Cliente na empresa Claro assessorando em casos críticos para reversão de imagem da empresa. Posteriormente atuou na Central de Eventos na tradicional Associação Leopoldina Juvenil de Porto Alegre e no Clube do Comércio,junto à Barcelos Gastronomia, tendo ainda passagem como Coordenadora de Eventos no SESC Campestre. Após adquirir amplo conhecimento no âmbito de eventos e atendimento, sentiu necessidade de atender seu cliente de forma personalizada e da forma que acredita ser um evento: "Fazer evento é aproximar pessoas, compartilhar momentos... é encantá-las e fazê-las felizes!" Sejam Bem-Vindos a este mundo de sonhos!

domingo, 4 de março de 2012

A velha e boa educação...a etiqueta do dia a dia

Este post que faço hoje, já foi uma nota em meu facebook. Mas hoje relendo, me deu vontade de publicá-la aqui também, para quem não tem acesso pelo face. Porque afinal, a velha e boa educação, nunca saem de moda e nem fica desatualizada...

"Na linguagem de Relações Públicas para a execução de um evento temos o que chamamos de protocolo, que para simplificar, explico como um conjunto de normas a serem seguidas.
Estas normas podem variar de acordo com o evento, por exemplo: em solenidades governamentais há todo um “ritual” a ser seguido – quem senta aonde, quem fala primeiro, ordem de bandeiras, etc.
Estou esmiuçando isso em uma linguagem simples, obviamente que teria uma linguagem técnica para abordar aqui, pois ao contrário do que muitos pensam, fazer evento exige técnica e conhecimento sim!
Num mundo mais acessível a nós surge o que chamamos de etiqueta que nada mais é que uma série de convenções (de boa educação) a serem seguidas, para se viver melhor, evitar conflitos e muitas gafes no convívio social.
A velha e boa educação ou etiqueta dever ser seguida em todos os “hemisférios” que freqüentarmos.
O básico – obrigada, por favor, com licença, desculpa – todos conhecem. Mas não usam e gostaria de entender o motivo. Não vivemos mais nas cavernas, vivemos numa sociedade civilizada ou ao menos deveríamos.
É verdade que gentileza gera gentileza. E não deve ser verdade que a minha educação depende da sua. A minha educação é a minha educação e não deve ser alterada pela educação alheia ou falta dela.
Nada como em uma discussão dizermos “infelizmente, não concordo com você, temos pontos de vistas diferentes.”
À mesa é de bom tom esperarmos que o anfitrião nos mostre onde devemos sentar, digo de bom tom porque estou sendo sutil.
Não gostou de algum prato servido, simplesmente agradeça. Sem comentários de mau gosto como “não como isso, está muito apimentado, como foi feito?” “Blects e que nojinho” então, nem pensar. No máximo para crianças de até 07 anos.
Bom dia, boa tarde ou boa noite são cumprimentos que podem ser dados a todos, não somente ao seu chefe.
Tratar de senhor ou senhora é respeitoso, mas não o suficiente. Respeito é bem mais que isso. É respeitar a opinião alheia, é saber escutar até o final sem interrupções, é segurar a porta para quem está com as mãos cheias. Tudo isso faz parte da boa educação que pode vir de berço ou se você for esperto, aprenderá bastante com a vida também.
Festas de empresas são festas de empresas. Não confunda. Capriche no visual, mas não necessita ser lembrado por sua imagem após um ano. Beber demais não combina com boa educação, ainda mais em festas empresariais. Não é o momento para contar suas melhores piadinhas, nem pequenos segredos dos colegas. Seu chefe, não se tornou seu melhor amigo. Amanhã, você ainda deverá explicações para ele, então não se queime.
Tente não colocar toda a comida da festa no seu prato. Se for buffet, cuidado com as misturas e lembre-se: você ainda precisa enxergar quem está na sua frente ou seja, sem “montanhas” de comida.
Antes de repetir, observe se os demais também estão fazendo. Não é de bom tom, mas se você for muito íntimo, ok. Mas sem alardes. E três vezes, nem pensar! Coma antes de sair de casa!
Espirrou, fique quieto. Não peça desculpas, espirro é algo natural do seu corpo, todos um dia já espirraram. Tão pouco, precisa gritar saúde. Espirraram do seu lado, seja discreto, afinal, todos espirram.
Arrotar na mesa só se você não pertencer à nossa cultura.
O peixe tem espinha, não está comendo um filé e tem um nervo, caroço de azeitona... não cuspa, por favor não cuspa! Retire discretamente da sua boca e coloque em um canto do seu prato. Sem alardes. Você não precisa se engasgar, mas os componentes da mesa não precisam saber o que está comendo ou não.
Cometeu uma observação que se tornou uma gafe: não tente consertar que só piora, diga “desculpa, não sabia” e fique quieto.
Ser irônico pode não ser a atitude mais educada e ao contrário do que muitos pensam, nem tão inteligente assim. Se a outra pessoa for educada, provavelmente lhe dará um “sorriso amarelo” e após as costas. Caso não seja tão educada assim você poderá ser surpreendido por respostas mais inteligentes e fortes que sua ironia. Seja educado, não tem o que falar, fique quieto. Silêncio é ouro.
Visitas inesperadas. Nem pensar. As pessoas tem mais o que fazer do que de repente uma parente aparecer de surpresa na sua casa. Aliás, poucas pessoas gostam de surpresas. Quer visitar, ligue antes, combine alguma coisa. Leve algo para o anfitrião, nem que seja flores.
Donos de cães e gatos que falam com seus animais, entendo perfeitamente, falo com os meus, mas quando você receber visitas, converse com as visitas. Não as interrompa para falar com o “docinho, o huguinho ou a fofinha”. Seja educado, eduque seu pet também, afinal não é engraçado ele confundir a perna alheia com uma fêmea de sua espécie.
Quer brigar com seu namorado... out! Fora das vistas alheias. Se quiser mais intimidade, idem. Deixar as pessoas constrangidas é de péssima educação.

Claro que existem regras de etiquetas ortodoxas, mais adiante irei aborda-las. Etiqueta à mesa, etiqueta social, etiqueta no ambiente de trabalho e até em academias.
Mas a intenção aqui é brincar um pouco com o que já vimos alguém fazendo e tentar não copiar.

Etiqueta é bom senso. É ser consciente que a nossa liberdade termina quando começa a do próximo. É termos um filtro na fala e não expormos tudo o que pensamos. É ser cordial e empático. Aliás, colocar-se no lugar dos outros é sempre uma medida de sabermos se estamos sendo educados."